Especial: CCXP 2015 – Nossa Experiência

Engraçado como o nome Comic Con Experience cai como uma luva para o evento. Para muitos de nós (meros mortais), era virtualmente impossível ir para as tão sonhadas Comic Cons de San Diego e Nova York, e tínhamos que nos contentar em ver as novidades e os painéis incríveis pela cobertura dos sites que podiam ir até lá para cobrir os eventos. Nunca imaginamos ser possível participar de um evento incrível com tudo que há de melhor em HQ, Cinema, TV, cultura pop e geek, mas o grupo Omelete resolveu esse problema: “Íamos pra San Diego ano após ano e toda vez que voltávamos eu e o [Marcelo] Forlani falávamos ‘Alguém tem que fazer algo assim no Brasil’. Como ninguém fazia, a gente resolveu fazer”, disse Érico Borgo, um dos realizadores da CCXP.

A primeira edição do evento, realizada em 2014, foi um sucesso, mas ainda era um projeto embrionário, estava ganhando forma. Tanto para os realizadores quanto para os estúdios que eles querem trazer para agradar os fãs. Usando termos de HQ, ano passado foi o Ano Zero, estava na hora de ver o Ano Um.

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Ano Um sim, porque a edição de 2015 foi uma CCXP totalmente diferente da anterior: “Todo mundo que veio ano passado, só levou informações positivas daqui”, continuou Borgo. “Diferente das Comic Con internacionais, a gente queria dar uma nova experiência ao público. Lá fora eles quase nunca mudam as atrações, aqui está tudo novo. Um rapaz que trabalha em um dos estúdios que veio lá de fora ficou impressionado de ver a gente construindo tudo do zero. É a nossa cultura do carnaval, o que dá um DNA brasileiro pra CCXP, deixando ela diferente das Comic Con de fora.”

E isso foi visível assim que se entrou no pavilhão. O espaço físico do evento aumentou consideravelmente, com muito mais estandes e opções de diversão para o público, desde uma parede de escalada promocional para jogos do PS4 até uma pista de dança do Just Dance, passando por um mini-estúdio de dublagem (cortesia da UniDub) com os irmãos Wendell e Ulisses Bezerra (que deram voz ao Goku e Shun dos Cavaleiros do Zodíaco, respectivamente). Os fãs piraram, incluindo este que vos escreve.

Aumentaram as opções para os fãs de colecionáveis, com action figures e estátuas de encher os olhos até de quem não gosta desse mundo, e também as lojas de gifts contendo camisas, cordões, travesseiros e vários outros itens fizeram a cabeça do público (e deixaram nossos bolsos e carteiras bem mais leves). Os lojistas também não fizeram por menos, capricharam em seus estandes para chamar a atenção, desde DJ’s fantasiados de Stormtroopers até uma enorme (e fidelíssima) reprodução da batalha do Hulk contra o Homem de Ferro com a Hulkbuster de Vingadores 2.

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Diante de todo o esforço da organização e dos seus parceiros para melhorar a experiência, o público respondeu de forma incrível, se dispondo a passar horas em filas intermináveis para participar dos painéis e dos jogos e interações com os estandes. Analisando o todo, a CCXP evoluiu muito de uma edição para outra, deixando de ser só um evento para quem não pode ir à San Diego, e se tornando a nossa Comic Con, aquela que todos nós queremos participar. E que venha a CCXP 2016!