Especial: CCXP 2016 – Resumo do 3º dia do evento

Painel Marvel Studios com James Gunn

Durante o terceiro dia da CCXP – Comic Con Experience, tivemos o aguardado painel do Marvel Studios, com a presença do diretor James Gunn, de Guardiões da Galáxia 1 e 2. Aplaudido de pé pelo auditório, Gunn agradeceu a recepção e mandou o recado: “Essa é a melhor Comic Con que eu já participei na vida!”

O diretor comentou sobre o primeiro filme dos Guardiões da Galáxia, e já deu alguns detalhes sobre o que esperar da sequência. “Eles me permitiram criar um filme diferente de todos, com um alto nível de conexão entre os personagens. O primeiro foi sobre como formar uma família, esse segundo é sobre ser uma família, com todos os prazeres e problemas disso. Eles não sabiam o que era amor, e estão aprendendo”.

Segundo Gunn, um evento como a Comic Con Experience serve para juntar todos os geeks e deslocados, e é um pouco o que o inspirou a criar uma obra tão original dentro do Universo Marvel. “É um filme sobre outsiders, de outsiders e para outsiders. Ver a reação de vocês a isso me emociona. Obrigado do fundo do coração! Amo vocês!”, finalizou o diretor.

Foto: Daniel Deak

Painel com Evanna Lynch, a Luna de ‘Harry Potter’

Evanna Lynch, que interpretou Luna Lovegood na série de filmes Harry Potter, se declarou surpresa com a calorosa recepção dos potterheads na CCXP. “Vocês sabem que eu não sou uma popstar? Se eu soubesse que seria assim, teria feito uma canção”.

A atriz, que é fã da franquia de livros e filmes desde os 8 anos de idade, contou que entrar para o elenco foi a realização de um sonho. “Eu era e ainda sou uma fã de carteirinha. Foi um privilégio fazer o teste e ter sido escolhida para interpretar meu personagem favorito. Ver Daniel Radcliffe (que interpretou o Harry Potter), conversar com ele e ele me responder foi muito estranho e mágico”. Crescer no ambiente dos filmes de Harry Potter foi algo transformador para a atriz, mas também motivo de muito nervosismo, principalmente no início dos trabalhos. “Dava até vontade de ficar de fora para não estragar a magia que eu tinha construído sobe aquelas pessoas. Na verdade, eu tentava não estragar tudo e ser demitida”, contou.

Evanna não citou nenhuma fórmula mágica para quem quer ser atriz/ator e fazer parte do universo que ama, mas deu algumas dicas. “Esforce-se muito, leia bastante e esteja envolvida nas histórias. A indústria do cinema não é tão legal quanto aparenta, é preciso lembrar que você é um artista, e ficar perto de pessoas que acreditam em você”.

Mesmo acompanhando outras séries (ela é fã de Game of Thrones na TV e Artemis Fowl nos livros), a ligação de Evanna com o mundo mágico de Harry Potter é visível. “Quando Dumbledore morreu, chorei mais do que quando meus avós faleceram. Quis desistir dos livros! A história de Snape também é muito tocante, ele que faz o maior sacrifício”, ressaltou.

E sobre a possibilidade de retorno ao universo mágico de J. K. Rowling nos cinemas – de volta com Animais Fantásticos e Onde Habitam –, Evanna foi direta: “Voltaria com 100% de certeza! Só tenho que comprar creme para rugas para não parecer tão velha”, riu.

Foto: Daniel Deak

Painel com David Wenham, o Faramir de ‘O Senhor dos Anéis’

O ator David Wenham interpretou o Faramir de O Senhor dos Anéis, foi o Dilios de 300, estará no próximo Piratas do Caribe, e será o vilão Harold Meachum na inédita série Punho de Ferro, da Marvel/Netflix. No painel “Por Gondor! Por Esparta! David Wenham está entre nós”, o australiano esbanjou bom humor para falar dos bastidores das filmagens dessas grandes produções e disse se considerar privilegiado em interpretar personagens que tantas pessoas amam ou odeiam. “Sinto uma grande alegria em receber todo esse amor que vocês têm pelo meu trabalho, é fantástico e faz tudo valer a pena”, afirmou.

Wenham disse que já esperava que a obra de J. R. R. Tolkien faria história nos cinemas, comparou as diferenças entre gravações em cenários construídos e na tela verde (chroma key), e falou rapidamente sobre seus papéis futuros em ‘Piratas do Caribe 5: Os Mortos não contam histórias’ e ‘Punho de Ferro’, sem revelar detalhes.

Painel com David Ramsey, o Diggle de Arrow

O painel ‘Entre psicopatas e arqueiros’ recebeu David Ramsey, o John Diggle da série de TV Arrow. O programa está em sua quinta temporada e David veio à CCXP para falar sobre sua carreira, curiosidades sobre bastidores e responder à perguntas.

Sobre o seu papel na série, Ramsey disse que “fazer esse papel é muito fácil, porque ele tem características que eu admiro muito. Ele é um soldado, trabalhador e leal. Sem falar no elenco que eu tenho uma conexão muito boa. É uma diversão contracenar ao lado deles”. Apesar de não confirmar, ele falou que é bem provável que a franquia siga para a sexta temporada.

Quando questionado o que ele faria se fosse responsável pelo roteiro de Arrow, o ator não hesitou em dizer: “Eu amaria que o Flashpoint trouxesse mais da Liga da Justiça. Tragam o Aquaman e o Lanterna Verde, nós os queremos. Também me pergunto por onde anda Brune Wayne”.

David Ramsey ainda opinou sobre o futuro do relacionamento dos personagens Oliver e Felicity: “Eu não sei o que os roteiristas vão fazer, mas pessoalmente, eu gosto da ideia da Felicity não se apoiar tanto no Oliver. Ela pode ser forte, feminina, mulher de negócios, sem estar por trás de um homem. O meu desejo é ver essa personagem ter o seu sucesso independente”, respondeu. O ator finalizou o painel dizendo que amou os fãs brasileiros e com a promessa de trazer mais integrantes no ano seguinte.

Bastidores das criaturas de ‘Rogue One – Uma História Star Wars’

Brian Herring, responsável pelo BB-8 e que também idealizou as criaturas de Rogue One, esteve no painel. “Eu tinha apenas sete anos de idade quando ‘Uma Nova Esperança’ foi lançado, sempre fui fã e foi incrível poder participar dessa jornada. É o melhor emprego que eu poderia ter”, afirmou o artista. Herring explicou os bastidores da produção e filmagem com o BB-8 – que teve sete versões no mesmo filme – e de vários bonecos de Rogue One, como o Moroff, um mercenário parecido com o Chewbacca, e um outro monstro que chegou a utilizar 17 pessoas para gravar uma cena.

Painel da Toei Animation e os 30 anos de Os Cavaleiros do Zodíaco

O painel dos 30 anos de Os Cavaleiros do Zodíaco contou com a presença do presidente da divisão de animação da Toei Animation, o senhor Kozo Morishita. Entre as novidades apresentadas, foi revelado que o anime terá uma sequência em computação gráfica, um filme live-action (com atores) e uma possível grande novidade: uma nova versão do anime clássico de 1986.

Sr. Kozo disse que, infelizmente, ainda não pode abrir mais informações por questões contratuais, mas o painel exibiu um material inédito no Brasil: um clipe com os melhores momentos da saga do Santuário em alta definição, novas versões de duas aberturas (uma da saga do Santuário e outra de Asgard e Poseidon), além de trechos do remake de lutas clássicas (Pégaso contra Touro, por exemplo).

Foto: Daniel Deak

Painel de Supernatural

Mark Pellegrino, o Lúcifer de Supernatural, e o produtor Jim Michaels participaram do painel que revelou os bastidores da série. “Eu não falo isso só por estar aqui, mas os fãs brasileiros são os melhores. Vocês não têm medo de amar e demonstrar. Isso é incrível. Sinto-me lisonjeado por isso”, disse Pellegrino.

Jim foi questionado sobre uma possível longevidade da série com reformulações no elenco, como é feito com Doctor Who, e descartou a possibilidade disso acontecer, pela harmonia do elenco e a sensação de que os fãs não reagiriam bem a tais mudanças. O produtor declarou que tem vontade de filmar em lugares que a serie ainda não mostrou: “Gostaria de produzir episódios de Supernatural explorando mais lugares dos Estados Unidos e também outros países. Seria interessante ver Dean e Sam perdidos na Amazônia”.

Dentre curiosidades sobre a série, uma delas é a justificativa dela estar tanto tempo no ar. “Muito disso se deve ao sucesso mundial que a mesma tem em outros países, sendo vista por mais de 20 milhões de pessoas. Se não fosse por isso, Supernatural já teria acabado há muito tempo, já que nos Estados Unidos é vista somente por cerca de 2 milhões de telespectadores”, explicou.

Outra curiosidade, revelada por Mark, é sobre sua primeira aparição na série. O ator contou que sua primeira cena ele cantou o clássico “Simpathy For The Devil”, dos Rolling Stones, mas que a banda não liberou os direitos de uso da canção. “Vocês não imaginam o quanto é caro usar a música de alguém em outra obra”, contou o ator, que ainda disse que seus episódios prediletos são ‘Yellow Fever’ e ‘Changing Channels’.

Sempre descontraído, Jim revelou a vontade de fazer um crossover com The Vampire Diaries. “Eu gostaria de ver Dean e Sam matando todo o elenco”, brincou. Por fim, Mark confessou que não considera Lúcifer tão ruim assim. “Na verdade ele nada mais é do que o primeiro rebelde da história, a primeira pessoa a dizer não às leis cegas”.

Painel da Universal

A Universal Studios trouxe um painel recheado de novidades, com uma participação surpresa de Wanessa, que atua pela primeira vez como dubladora na animação ‘Sing – Quem canta, seus males espanta’. Foram exibidos 20 minutos da animação exclusivamente para a CCXP 2016, entre outros conteúdos, como um trailer de anúncio de uma nova trilogia de “Velozes e Furiosos” até 2010, de um filme do Pica-Pau, a nova obra de M. Night Shayamalan, “Split”, “A Grande Muralha” com Matt Damon, e a comédia brasileira “Os Penetras 2”.

Foto: Daniel Deak

Painel da Paris Filmes com Power Rangers, youtubers e homenagem de Quico à Chapecoense

O painel da Paris Filmes trouxe o elenco do novo Power Rangers, Danilo Gentili, Carlos Villagrán (o Quico do seriado Chaves), Christian Figueiredo e Rafinha Bastos. No encontro com o público, os atores Dacre Montgomery (Ranger Vermelho), Ludi Lin (Ranger Preto), Naomi Scott (Ranger Rosa) e RJ Cyler (Ranger Azul) fizeram os fãs vibrarem ao iniciarem a conversa dizendo em português: “É Hora de Morfar”.

“É muita responsabilidade interpretar esses personagens, especialmente no Brasil, onde a série original é muito amada”, disse o ator chinês Ludi Lin. “Eu voltava do colégio correndo para ver os Power Rangers, que passava antes de Pokémon”, completou.

RJ Cyler levantou a plateia em diversos momentos com gritos de ‘Azul’, em referência a cor do seu Ranger, e disse que também foi uma dessas crianças que cresceu assistindo a série. “Coitada da minha mãe. Eu quebrava tudo em casa imitando os personagens”, disse. Já Dacre confessou que não assistia os Ranger na infância. “Eu sou da Austrália e não fui um garoto de ver TV até os 11 anos. Além disso, a série não era muito famosa no meu país.”

Além dos Rangers, o painel também confirmou que Fábio Porchat está no elenco de Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola, filme que vai adaptar o livro do comediante Danilo Gentili. A novidade foi revelada com cenas de bastidores da produção. Uma das novidades é o ator mexicano Carlos Villágran, que ao invés de pedir o tradicional minuto de silêncio, pediu um minuto de salva de palmas em homenagem as vítimas da tragédia que envolveu o avião da delegação da Chapecoense.

Por fim, o youtuber Christian Figueiredo anunciou o lançamento de ‘Eu Fico Loko’, seu primeiro filme que é baseado no livro homônimo e estreia em 2017. E Rafinha Bastos, acompanhado dos youtubers Felipe Castanhari, Cauê Moura e Paulinho Serra trouxeram detalhes de ‘Internet – O Filme’.