Crítica: 12 Horas

Não sei bem o porque, mas ainda fico empolgado quando descubro que um brasileiro vai ser Diretor de um filme estrangeiro, principalmente quando falamos de Hollywood. O “bola da vez” foi Heitor Dhalia (O Cheiro do Ralo) com 12 Horas (Gone), mas admito que ficou um pouco a desejar…

Utilizando mão de obra barata (como o Diretor mesmo falou em uma coletiva) e sem qualquer poder de decisão, o que deixou o filme bem diferente dos outros do diretor, onde a sua “marca” ficava mais visível com uma fotografia bem carregada e uma linha moral bem definida, coisa que ele não consegue impor nesse. Mas, ao meu ver, acabou deixando o filme mais interressante que os outros dele.

Falemos do filme…

12 Horas narra a história de Jill (Amanda Seyfried), uma jovem que escapou de um serial killer há alguns anos e que agora acredita que o mesmo sujeito raptou sua irmã mais nova, Molly (Emily Wickersham). Ela terá que lutar contra a desconfiança das pessoas que não acreditam que tenha sido sequestrada em primeiro lugar.

Não chega a ser o enredo mais elaborado do mundo, mas dá pro gasto, até porque Amanda Seyfried manda muito bem como protagonista assustada e desconfiada de tudo, que move mundos para achar a irmã desaparecida. Mesmo com um elenco de apoio considerável, como Jennifer Carpenter (Quarentena), Daniel Sunjata (O Diabo Veste Prada) e Wes Bentley (Jogos Vorazes) o filme não consegue muito a não ser levantar suspeita de quem é o Doido que a sequestrou. O trabalho pesado mesmo ficou com Seyfried.

Clichês à parte, nem tudo é tragédia. Eu gostei do filme (apesar de dar sono às vezes). 12 Horas provavelmente não vai entrar na lista dos tops de ninguém, mas com certeza vai passar muito nas noites de sabádo em todo tipo de Cines na TV. Agora resta esperar que no próximo trabalho de Heitor, ele tenha mais autonomia.

Gone,Suspense, EUA , 2012 – 94 min.

Direção: Heitor Dhalia

Elenco: Amanda Seyfried, Jennifer Carpenter, Daniel Sunjata, Wes Bentley, Sebastian Stan, Katherine Moennig, Joel David Moore, Jordan Fry, Michael Paré.