Crítica: A Bela e a Fera

Apesar do grande sucesso de crítica e público da versão live-action de Mogli (até garantindo um Oscar), a Disney teve recentemente algumas recepções mais fracas, como Cinderela e até mesmo Malévola. Mas a casa do camundongo continua na sua empreitada de revitalizar suas clássicas animações e agora foi a vez uma das suas mais prestigiadas: A Bela e a Fera. E ela acerta justamente onde seus predecessores acima falharam, ao manter a essência da animação e ainda assim se tornar uma bela experiência visual.

A história é tão antiga quanto o tempo, e em relação à animação, ela é exatamente a mesma. No entanto, o longa toma uma certa liberdade ao contá-la, inclusive com algumas novas canções e um contexto histórico por trás. O arco da mãe da Bela, por exemplo, algo que não tinha muita importância na clássica animação, aqui ganha relevância para a personagem, e mais uma forma de aproximar o futuro casal. Todos os personagens são bem resolvidos, em especial a ótima dupla formada por Gaston (Luke Evans) e LeFou (Josh Gad), de longe os melhores personagens do longa.

O filme é visualmente impecável ao retratar com fidelidade os mesmos cenários da animação, embora os efeitos visuais dos objetos animados deixem um pouco a desejar, em especial a Fera (Dan Stevens), que de Fera não tem nada. Às vezes parece simplesmente que ele é um homem grande e suas feições são demais humanizadas, nem de longe lembrando a criatura bestial da animação. Mas os momentos dele com Bela compensam tudo isso. Bela, aliás, que não teria escolha melhor para interpretá-la do que Emma Watson, já que ambas são mulheres fortes e graciosas.

Com ótimos personagens e uma história fascinante, A Bela e a Fera preserva a magia e a essência do clássico e ainda toma a liberdade de adicionar pequenos detalhes que não prejudicam em nada a adaptação. Ponto para a Disney, que agora vai com tudo para trazer suas animações para o cinema uma vez mais, mas de uma forma nova.