Crítica: Annabelle

Quando saiu Invocação do Mal, quantos de vocês não ficaram de cabelo em pé com a sinistra boneca que faz um pequena, porém marcante participação ? Pois é, a Warner percebeu isso e devido ao sucesso do primeiro filme, fez este prequel, contando como a boneca se tornou um recipiente maligno e como chegou às mãos do casal do filme original. E embora o filho tenha saído mais feio do que a mãe, ele até que cumpre o seu papel, mas se garante mais nos sustos do que no roteiro.

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Pra contextualizar melhor o filme começa com uma cena já mostrada em Invocação, de quando a boneca foi pega pelo casal Warren, e volta um ano no tempo. Nesse ano conhecemos o casal Gordon, John (Ward Horton) e Mia (Annabelle Wallis) , que está no período final da gravidez. Em uma noite, seus vizinhos e eles tem suas casas invadidas e são atacados por um casal de um culto satânico e a moça, Annabelle, antes de morrer, conjura um espírito maligno que se prende à boneca. A partir daí, a boneca amaldiçoada passa a perseguir o casal.

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O filme tem um clima bastante tenso, mas é bastante vazio. Todos os dramas são vividos pela mãe, Mia, e são raras as ocasiões em que vemos os marido na cena. Fiquei pensando se ele realmente tava ciente do que tava acontecendo. Não que eu esperasse uma atuação de Oscar, mas algo que mostrasse que ele estava ali, o que não acontece em nenhum momento, até cheguei a imaginar que ele devia estar com uma amante o tempo todo, o cara tava tão sereno…

O modo como a boneca fazia o possível e impossível para cumprir o seu objetivo me fez imaginar que estava vendo uma versão mais dark de Brinquedo Assassino (claro, guardada as devidas proporções). Mas apesar da fraqueza do roteiro, e das coincidências abusivas para fazer a trama andar (como o livro de ocultismo que fala tudo que você precisa saber e está logo ali na biblioteca), o diretor John R. Leonetti consegue imprimir uma excelente tensão nas cenas, em especial as cenas das manifestações espirituais que perseguiam Mia e sua filha.

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Com sacadas muito legais para maior impacto na platéia, Annabelle cumpre o seu papel, mas se torna apenas mais um terror genérico, não tendo a mesma relevância do filme que o originou. Ficou mais como um exercício para fãs. Mas se você não liga pra isso ainda assim pode tomar muitos sustos e se divertir no processo.

 

Annabelle, EUA, 2014 – 99 min.

Elenco: Annabelle Wallis, Ward Horton, Afre Woodward, Tony Amendola.

Direção: John R. Leonetti.