Crítica: Aposta Máxima

Em meio ao pânico pela escolha do Ben Affleck para ser o novo Batman e a histeria que o Justin Timberlake causou com seu show no Rock in Rio (Não viu como foi a coletiva de imprensa aqui no Brasil? Então corre), existia um filme em segundo plano prestes a estrear nos cinemas. Esse filme é o Aposta Máxima, e olha, prefiro ainda o “Quebrando a Banca”.

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O filme conta a história de Ritchie (Justin Timberlake), um jovem que trabalhava na bolsa de valores, porém, perdeu tudo por causa da crise financeira. Sem emprego e sem dinheiro, ele decide fazer pós-graduação, mas tem problemas em arcar com as despesas, então entra no mundo das apostas em jogos online. No começo, ele apenas leva as pessoas para o site e recebe uma pequena comissão, porém, após ser descoberto pela reitoria ele decide apostar tudo o que tem e acaba perdendo devido a uma fraude. Motivado pela justiça (leia-se falta de dinheiro), ele viaja até a Costa Rica para falar com o dono do site, o multimilionário Ivan Block (Ben Affleck). Ivan fica admirado com as capacidades de Ritchie e faz uma proposta de trabalho para o jovem falido, que a aceita e é aí que a história começa a complicar.

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Ou, ao menos, deveria complicar. Sabe aqueles filmes mais rasos que piscina de criança? Então, Aposta Máxima é um desses. Quiseram colocar muitos elementos no filme, como: jogos, aposta, vício, crime internacional, tráfico de drogas, problema do personagem principal com o pai, etc. O problema é que em nenhum momento o roteiro se aprofunda em nenhum desses temas, deixando apenas a impressão de que algo está faltando. E, não sei se não estou dando sorte ultimamente, mas, todos os últimos filmes que vi no cinema apresentam os mesmos problemas: superficialidade e resolução de toda a trama nos últimos 10 minutos de filme. Sem contar o vilão do Ben Affleck, ainda não atirando pedras nele e sim em quem escreveu, que paga o tempo todo de malvado, mas tem a inteligência de um ácaro. A mulher do filme, que deveria ser supostamente um ponto de conflito entre os dois principais, é só uma alegoria, muito bonita por sinal, mas sem um pingo de emoção ou expressão facial.

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Em contra partida, achei a atuação do Justin muito boa, na medida que o roteiro horrível permite.  Se no começo ele só era lembrado como um cantor, hoje ele já consegue trilhar seu caminho como ator muito bem, conseguindo se sobressair até em um filme mediano como foi o Aposta Máxima. E agora, para quem estava curioso para saber o que nos espera no próximo Batman, julgando por esse último filme e em tantos outros, eu vos digo: Gotham City e todos nós estamos perdidos. Fica a dica para quem quiser curtir um filme tipo Tela Quente no cinema, só não diga que eu não avisei.

 

Runner Runner , EUA, 2013 – 92 min.

Elenco: Justin Timberlake, Ben Affleck, Gemma Arterton, Anthony Mackie, Oliver Cooper, John Heard, Sam Palladio, Ben Schwartz

Direção: Brad Furman