Crítica: As Vantagens de ser Invisível

Sabe quando um filme te surpreende de tal modo que você sai da sala de cinema com a sensação de ter visto uma história contada por um amigo. Foi com essa sensação que fiquei depois de assistir As Vantagens de ser Invisível.

A história gira em torno de Charlie (Logan Lerman), um jovem solitário que passou por vários traumas como a perda da tia e o suicídio do melhor amigo, e agora se prepara para começar no colegial. Lá, ele encontra Patrick (Ezra Miller) Sam (Emma Watson) e com eles descobre que ainda pode ter amigos.

Essa é a historia básica do filme, pode parecer o clichê de mais um filme de adolescentes problemáticos, mas dessa vez o filme de Stephen Chbosky segue a fórmula atual, mas consegue sem abrir mão de um roteiro inteligente, delicado, divertido e, duro. Sem falar que Chbosky escreveu o livro, o roteiro e ainda foi produtor executivo, logo cuidou para o filme sair do jeito que ele queria.

Um ponto que tem que ser levado em conta com certeza é o elenco. O jovem Logan Lerman manda muito bem como Charlie, nem de longe parece o Percy Jackson e o Ladrão de Raios. Logan demostra muito bem todos os conflitos que o Charlie passa e como ele tenta supera-los e acaba se tornando muito carismático. Logo após temos Ezra Miller que vive Patrick, ele manda muito bem como o bom vivante  e sempre acompanhado de sua irmã Sam, vivida pela sempre bela Emma Watson, que como todos apostavam se mostrou como sempre ótima e sem o estigma da Bruxinha.

A trilha do filme é muito boa, um pouco de rock alternativo dos anos 70 aos 90, The Smiths e David Bowie aparecem, acreditem, em várias fitas K7.

As Vantagens de Ser Invisível conta uma história gostosa de acompanhar, tem temas pesados, e situações que todos passamos. Temos um filme que todas as idades vão gostar e curtir.

 

The Perks of Being a Wallflower, EUA, 2012 – 105 min.

Elenco: Logan Lerman, Emma Watson, Ezra Miller

Direção: Stephen Chbosky