Crítica: Carrie – A Estranha

Galera, nunca fui um entusiasta desses clássicos do terror, mas já vi um desses inúmeros remakes de Carrie que foram feitos no estilo “made for TV”. Mesmo assim, fui ver mais essa nova versão, agora estrelada pela teteia da Hit-Girl Chloe Grace-Moretz. Mas será que a nova Carrie consegue agradar o público da nova geração?

Carrie ft 1

Bem, o filme começa mostrando o complicado parto da bebê Carrie, e as neuras religiosas de sua mãe (Julianne Moore). Quinze anos se passam, a menina cresce bonita e, graças às neuras da mãe, totalmente à margem da civilização e sem interagir com outras crianças. Ela ainda passou a frequentar a escola na pior fase, a adolescência. E se essa fase já pode ser complicada para crianças normais, imagina pra uma que foi totalmente reclusa. Para complicar ainda mais sua cabecinha, Carrie começa a despertar estranhos poderes telecinéticos.

CARRIE ft 2

Carrie é a parabola máxima do bullying nos tempos atuais, ao mostrar o que alguém é capaz de fazer quando chega ao seu limite e tem a força para fazer algo. Se não fosse pela sequência final, seria um filme ideal para se mostrar às crianças dessa geração como filme educacional. Mas como entretenimento, Carrie é bem mais ou menos. Pra quem tá esperando algo com muita adrenalina e violência pode ficar bastante decepcionado. O foco aqui é toda essa pressão sofrida por Carrie e, por que não, por todo adolescente em algum ponto.

Quando Moretz foi anunciada para ser a personagem título eu meio que fui contra. Não por achar que ela não seria capaz, muito pelo contrário, achei que ela era a escolha mais óbvia, e até que gostaria de ser surpreendido. E dito isso, não me surpreendi com a já costumeira boa atuação dela. Mas Julianne Moore rouba todas as cenas como a mãe que leva sua paranoia religiosa às últimas consequências. Quanto ao elenco adolescente, parece todo mundo saído de Malhação, mas como não faz a menor diferença pro filme, tá de bom tamanho.

Carrie ft 3

Então, você me pergunta se vale a pena ver essa nova versão de Carrie, e eu digo que SIM. Se você tá afim de um filme que não chega a ser terror, mas tem uma tensão que diverte (a sequência final faz até você torcer pela personagem). Mas é um filme bem normal para o que foi prometido. É um filme legal, ponto.

Carrie, EUA, 2013 – 100 min.
Elenco: Chloe Grace-Moretz, Julianne Moore, Gabrielle Wilde, Ansel Engort, Judy Greer
Direção: Kimberly Pierce