Crítica: Dredd

Galera, embora hoje seja mais que normal a gente ver adaptações de quadrinhos nas telonas (principalmente depois dos últimos sucessos do gênero), não é de hoje que Hollywood já caminha por essas estradas e nem todos os personagens foram agraciados com uma adaptação que lhes dê o devido respeito, e assim foi o primeiro Dredd, que tinha Sylvester Stallone como o personagem-título, filme que não ajudou em nada a fortaceler o gênero de “Hq’s nas telonas”. Mas essa nova releitura do personagem, e sim, releitura, por que o Dreed dessa nova versão não lembra em nada o antigo do Sly, mostra o personagem como ele realmente é e lha dá o devido respeito, e de bônus, um excelente filme.

Pra começar somos apresentados ao mundo em que a história se passa, uma América que agora é um deserto devastado pela radiação, e em sua Costa Leste se encontra (não é a Torre Titã. Quem curtia?) Mega City 1, uma metrópole repleta de crimes e violência que vai de Boston até Washington. E os únicos que tentam dar ordem a esse caos são Os Juízes, uma força policial que prende, julga e executa os infratores da lei, e um de seus principais representantes é Dredd (Karl Urban, de Star Trek), um júiz linha dura que não leva desaforo pra casa (de onde é essa frase mesmo ?). Dredd ganha a missão de avaliar a novata Cassandra Anderson (Olivia Thirlby, de Juno), uma garota que nasceu perto da zona limite da radiação e isso lhe deu poderes psíquicos. O que era pra ser só mais um dia de treinamento se transforma numa caçada quando eles efetuam a prisão de um dos informantes da impiedosa Ma-Ma (Lena Headey, de 300), que administra o tráfico de Slo-Mo, uma droga mais sinistra que a cocaína e o crack juntos.

Vamos começar pelas excelentes sacadas do filme, ele não poupa no quesito violência, é um filme extremamente bruto, mais até do que o recente Mercenários 2, tudo isso dada a característica violenta do personagem principal, coisa que Urban mostra muito bem. Outro ponto positivo, assim como nas HQ’s, Dredd nunca tira o seu capacete, algo que dá um ar de durão para o seu personagem, chegando até a usar takes em que só vemos a boca de Urban em cena, e não o seu rosto protegido pelo capacete, em contra partida a novata “tetéia” Anderson, já que temos que ver suas expressões faciais diante do horror que ela está enfrentando. E usaram um excelente argumento para justificar o fato dela não usar o capacete, e Heady está altamente fria e cruel na pele da vilã   Ma-Ma. Ponto positivo para a trama do filme, que ao invés de inventar reviravoltas que não teriam sentido num filme desse, limitaram a trama a um só lugar e um único tema: Sobrevivência.

O 3D tem um argumento maneiríssimo e faz parte da trama, dá até vontade de pegar esse filme e mostrar pro meu filho “olha filho é isso o que acontece quando se usa drogas” (vou tirar as partes violentas, isso só quando ele estiver pronto), por isso aconselho que vocês o vejam no formato. Só teve um vacilo que o filme caiu, mas não vou falar por que é Spoiler, mas foi em nome do clichê e nem chega a atrapalhar o ritmo do filme.

Pois bem, um filme que não poupa o espectador em nenhum momento, seja na violência física e mental que seus personagens sofrem, e com uma trama simples e que nem por isso é ruim ou mal trabalhada, muito pelo contrário. Se Vale o Ingresso ? Se você gosta de filmes urbanos com pegada violenta, Dredd é uma opção mais que perfeita, é necessária.

 

Dredd 3D, EUA, 2012 – 95 min.

Elenco: Karl Urban, Olivia Thirlby, Lena Headey.

Direção: Pete Travis.