Crítica: Gravidade

Galera, é muito legal quando esperamos um filme por um bom tempo e no momento em que finalmente o assistimos, ele revela ser tudo aquilo o que esperávamos, ou até mais. Foi assim que eu me senti quando saí da sessão de Gravidade (Gravity), o novo filme do diretor que está entrando para a minha lista de favoritos: Alfonso Cuarón (gosto do trabalho dele desde Filhos da Esperança, e curto pra caramba O Prisioneiro de Azkaban). E cá entre nós, este foi um dos melhores filmes que eu vi este ano.

Gravidade ft 1

Tudo corria bem em mais um dia de trabalho. O problema é o ambiente, já que não é nenhum escritório, e sim 600 km acima do nosso “Terra – Planeta Água”. É lá que a engenheira Ryan Stone (Sandra Bullock), em sua primeira viagem espacial, está instalando novos componentes de um telescópio, quando Houston avisa de uma nuvem de destroços de um satélite russo, que os pega desprevenidos, deixando apenas Stone e o astronauta Matt Kowalski (George Clooney) para lutarem e sobreviverem à vastidão do espaço.

Gravidade ft2

Antes de tudo, tenha em mente que Gravidade não é um filme espacial. O espaço é apenas o cenário onde se passa a trama. Mas é um cenário e tanto, pois as imagens espaciais são de encher os olhos. Podemos ver de tudo enquanto a trama rola, furacões, o nascer e o pôr-do-sol, e até mesmo a aurora boreal. Com tudo isso, o filme praticamente implora para ser visto em IMAX. Mas mesmo com toda o visual, o charme da fita está mesmo na tensão criada pela situação, o desespero estampado no rosto de Bullock ao se ver perdida na imensidão do espaço, e as questões sobre solidão, vida e a luta para manter a vida. Clooney também está excelente, servindo como um alívio cômico entre os inúmeros (e quase ininterruptos) momentos de tensão.

Gravidade ft 3

A técnica do filme ajuda a manter o clima tenso. A fotografia realça a falta de gravidade do espaço, sempre em constante movimento, com um impressionante 3D (admito que me desanimei um pouco quando soube que o filme viria com 3D, achava desnecessário. Mas foi só ver a cena do Clooney pegando um parafuso flutuante e já calei a minha boca). Os efeitos sonoros também impressionam, principalmente como Cuarón soube usar o som e a ausência do som.

Como disse anteriormente, Cuarón fez um trabalho e tanto com Gravidade, me atrevo até em dizer que o diretor atingiu o ponto mais alto de sua carreira (e tomara que ele se supere), e queria muito que se confirmasse um antigo boato que li que o colocava como um possível diretor de Star Wars: Episódio VIII. É uma experiência e tanto, para aqueles que curtem ser pegos desprevenidos, e que curtem ação ininterrupta de tirar o fôlego, mesmo não havendo oxigênio no espaço.

 

Gravity, EUA/Inglaterra, 2013 – 91 min.

Elenco: Sandra Bullock, George Clooney.

Direção: Alfónso Cuarón.