Crítica: Jack – O Caçador de Gigantes

Galera desde que começou esse “revival” dos contos infantis numa nova pegada mais moderninha, Jack -O Caçador de Gigantes (Jack The Giant Slayer) foi um dos poucos que conseguiu manter o clima do conto original do menino que consegue sementes mágicas de feijão e cresce um gigantesco pé de feijão no seu quintal. E como conseguiu manter o conto original sem muitas alterações, Jack já começa ganhando pontos comigo.

Bem, aqui vemos Jack (Nicholas Hoult, de Meu Namorado é um Zumbi), um fazendeiro humilde que mora com seu tio e cresceu ouvindo as histórias de gigantes de seu falecido pai, vai a uma feira para vender o seu cavalo e salva  a princesa do reino Isabelle (Eleanor Tomlinson), logo, paixão à primeira vista. E depios um monge que está fugindo e lhe compra o cavalo, mas como ele não tem dinheiro ele oferece como garantia uma pequena bolsa cheia de sementes de feijão. Enquanto a princesa vai a humilde residência agradecer ao rapaz, uma das sementes que havia caído embaixo da casa é molhada e dela cresce um gigantesco pé de feijão, deixando a princesa presa dentro da casa. Ao ser armada uma equipe de busca formada pelo prometido da princesa, Roderick (Stanley Tucci) e pelos cavaleiros comandados por Elmont (Ewan McGregor), Jack se oferece para ajudar na busca, sem saber o que os espera lá emcima.

Logo no começo o filme já te mostra as semelhenças entre o casal principal: Ele, humilde, criado pelo pai e ouvindo as histórias de gigantes. Ela, cheia da grana, ouvindo as mesmas histórias contadas pela mãe. Ambos cresceram com o anseio de viver uma grande aventura. Hoult pode não ser um excelente ator, mas aqui ele está ideal. Ele tem uma carinha de ingênuo e bobão que reflete muito o modo como Jack é. Tava com saudade de ver o Ewan McGregor em uma produção (como eu não vi O Impossível, faz tempo que não o via), e até que ele tá bem legal aqui. E ele ainda tá com resquícios de Obi-Wan, pois ele lança um sonoro “Estou com um mal pressentimento sobre isso” no meio do filme (depois de 3 filmes de Star Wars, impossível não conter a risada, mas estou divagando).

Singer fez um bom trabalho, uma história com clima mais infantil, tem um vilão, um herói, uma mocinha, mas que não entedia os pais que levarem crianças para assistir, pelo contrário, é capaz até deles se divertirem junto com os seus filhos, o filme tem um humor bem legal e inocente presente.. O 3D é legal, mas as crianças é quem irão curtir mais ficar perto dos gigantes. E, como eu disse acima, Singer conseguiu manter-se fiel a proposta original do conto, colocar algumas referências a ele (como a harpa e ovos de ouro), mas também injetar um pouco de aventura para a nossa geração. Se Vale a Pena o Ingresso ? Vale sim, pode ser uma aventura bobinha mas às vezes algo não muito complexo, apenas divertido, pode ser exatamente do que precisamos.

 

Jack – The Giant Slayer, EUA, 2013 – 114 min.

Elenco: Nicholas Hoult, Eleanor Tomlinson, Ewan McGregor, Stanley Tucci, Ian McShane, Bill Nighy.

Direção: Bryan Singer.