Crítica: Kingsman – Serviço Secreto

Filmes baseados em histórias em quadrinhos já não são mais novidades, agora quadrinhos são os novos “livros” em hollywood. A novidade parte do princípio de que os estúdios, para fugir do filão “Marvel-DC”, até para manter o fator novidade, vai cada vez mais correndo para quadrinhos mais alternativos. E Kingsman – Serviço Secreto (Kingsman -Secret Service) se encaixa muito bem nessa nova leva.

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O filme conta a história de Eggsy (Taron Edgerton), garoto rebelde que tem aturar os constantes abusos do seu padrasto até que, após se meter em confusão, é abordado por Harry Hart (Colin Firth) e recebe a chance de se tornar um agente da Kingsman, uma organização de espiões ultra-secreta que opera no maior nível de sigilo, que no momento investiga misteriosos desaparecimentos de pessoas importantes, e tudo isso leva a um milionário chamado Richmond Valantine (Samuel L. Jackson).

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A história do filme é bastante básica, mas é ideal para que dê mais espaço à história de Eggsy, e que gere empatia com o público. Um ponto que me chamou bastante a atenção no filme é a violência tanto estilizada quanto exacerbada. O lance dos planos da câmera dá uma agilidade muito legal às cenas de ação, parece que você está dentro das lutas, mas todo a sanguinolência que toma as sequências, embora justificada por se tratar de uma história em quadrinhos, não me deixou muito à vontade.

Edgerton faz direitinho o trabalho de principal, mas Firth é tão principal quanto ele. Hart vê em Eggsy uma chance de reparar seus erros do passado e ao mesmo tempo precisa investigar e descobrir o que está acontecendo, e ter a certeza de que Eggsy tem o necessário para sucedê-lo. O elenco todo é muito bom, mas sou suspeito, Mark Strong sempre me convence. E estou com um problema sério, ouço Mark Hamill abrir a boca e só vejo o Coringa.

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Kingsman vale a pena ser visto, mas com algumas ressalvas: você precisa comprar essa idéia da ação, que não é ruim, muito pelo contrário. Matthew Vaughn as dirige muito bem, e o filme é recheado de diálogos que parodiam os filmes de espionagem, e até brinca com os lances de frases feitas e clichês, e tem uma reviravolta muito boa para a sequência final. É um filme divertido, mas pra um determinado senso de humor.

 

Kingsman – Secret Service, EUA, 2014 – 129 min.

Elenco: Taron Edgerton, Colin Firth, Samuel L. Jackson, Mark Strong, Jack Davenport, Mark Hamil, Michael Caine.

Direção: Matthew Vaughn.