Crítica: Mama

Não sou chegado em filmes de Terror, afinal eles dão sustos e eu não gosto de sustos, mas estava curioso para ver Mama, principalmente por ter o dedo do Guillermo del Toro como produtor. E o resultado é um filme de terror que vale, e assusta.

O enredo gira em torno da história de duas garotinhas, Lilly e Victoria, que depois de um acidente são deixadas pelo pai em uma cabana abandonada no meio do mato. Anos depois, são encontradas e levadas para viver com o seu tio, que com a ajuda de um psiquiatra, que está muito interessado nos efeitos que o tempo causou na cabeça das jovens, tenta ajuda-las a se socializarem novamente para terem uma vida normal. Contudo, as meninas não ficaram sozinhas durante todo o período, sendo “criadas” por um ser que acaba recebendo o nome de “Mama”, e que ao ver seus garotas sendo levadas embora pelo tio, fica profundamente irada e vai atrás delas.

Sob o comando de Andres Muschietti, o longa traz no elenco Nikolaj Coster-Waldau como o Tio Lucas e Jessica Chastain como Annabel, a namorada do tio que cai de paraquedas no meio dessa confusão. E fica um destaque para as meninas Charpentier e Isabelle Nelisse que realmente estão ótimas em cena, principalmente nas cenas em que estão se reabilitando para o convívio social. Elas chegam a dar medo, e passam um carisma mesmo quando estão te dando sustos.

O filme mostra vários personagens e retrata muito bem a personagem Mama, dando motivos reais para ela fazer o que faz, e também acerta nos momentos em que opta por mostra-la e não ficar apenas nos vultos e cenas rápidas. Temos uma ótima pedida pra quem gosta de um filme de terror e quer levar alguns bons sustos.

 

Mamá, EUA, 2013 – 200 min.

Elenco: Jessica Chastain, Nikolaj Coster-Waldau, Megan Charpentier

Direção: Andres Muschietti