Crítica: MIB 3

Carrego o primeiro MIB nas minhas lembranças como um dos filmes preferidos da minha infância. Tinha tudo que eu gostava em um filme, era engraçado, era uma aventura, tinha alienígenas (eu tava numa onda “Arquivo X”), curtia muito filmes com Tommy Lee Jones desde O Cliente e foi aqui que conheci um dos meus atores preferidos desde então, Will Smith. Minha estima por MIB 1 só pode ser comparada à tamanha decepção que tive quando vi MIB 2, uma sequência totalmente desnecessária que, pra mim, só visou comer o nosso suado dinheiro. Então foi com muita tensão que topei ir no cinema ver a terceira aventura da organização que controla o trânsito de alienígenas no planeta Terra. Mas não fiquei nem um pouco decepcionado.

Bem nessa terceira aventura, um super criminoso foge da prisão espacial da MIB jurando vingança ao Agente K (Jones). Para realizar seu plano ele volta no tempo até o seu primeiro encontro com o Agente, e sobra para J (Smith) voltar no tempo atrás do criminiso, proteger a versão mais jovem do seu parceiro (Josh Brolin) e impedir uma invasão interplanetária. Parece muita coisa pra 106 minutos de filme, mas ele é bem amarradinho e a trama é bem corrida, assim como o tempo que J tem para completar a sua missão sem ficar preso no passado. A direção de Barry Sonnenfield corrige todos os equívocos, ações sem sentidos, piadas e situações sem graças do filme anterior.

Eu vi várias entrevistas de Will Smith e vi o quanto ele é apaixonado por esses filmes do MIB. E isso transparece na sua atuação aqui, ele já faz o J meio que no natural. Tommy Lee Jones mal participar da ação desse filme, mas também não podemos culpá-lo, dez anos se passaram desde MIB 1 e as rugas já pesam. A ação do Agente K ficou por conta de Brolin, que faz um excelente trabalho. Ele reproduz com perfeição os trejeitos e maneirismo de Jones, isso sem falar na semelhança física, já vísivel no primeiro trailer do filme, na primeira aparição de Brolin como o jovem Agente K. E também tem coadjuvantes interessantes, como o alienígena Griffith (Michael Stulhbarg), que consegue ver o passado e o futuro e se parece pra caramba com Robin Williams. E as hilárias referências às celebridades que são alienígenas e vivem entre nós.

Assim como o neuralizador que os agentes usam para apagar nossas memórias e se manterem secretos, MIB 3 é o neuralizador usado para apagar todos os erros cometidos no segundo filme. E faz mais do que isso, amarra este filme ao primeiro de forma bastante inteligente e tocante. Pode não ser melhor que o seu primogênito, mas diverte bem e me fez lembrar por que gostava tanto das aventuras dos Homens de Preto.

 

Men in Black 3, EUA, 2012 – 106 min.

Elenco: Will Smith, Tommy Lee Jones, Josh Brolin, Jemaine Clement, Michael Stulhbarg, Emma Thompson.

Direção: Barry Sonnenfield