Crítica: Noite sem Fim

Acho que não é nenhum exagero afirmar que Liam Neeson ressuscitou o cinema de ação. Desde 2008, com o primeiro Busca Implacável, Neeson vem lançando um filme novo um após o outro que, embora não tenham tanta diferença entre si, admita, é sempre divertido ver o ator sentando a mão na cara da vagabundagem. E agora o irlandês vem com Noite sem Fim (Run All Night), mais um fitão de ação para a sua coleção.

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Aqui Neeson é Jimmy Conlon, ex-assassino da máfia que atualmente se encontra na maior decadência, sempre bêbado e solitário, que vive de favores do seu chefe e velho amigo Shawn Maguire (Ed Harris) e o filho do chefão Danny (Boyd Holbrook). Mas quando o filho de Conlon, Mike (Joel Kinnaman) é testemunha de um crime cometido por Danny e entra na mira do rapaz, Jimmy o mata. Agora, Jimmy e filho precisam sobreviver à noite com todos os assassinos da máfia mandados por Shawn atrás deles.

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A terceira parceria de Neeson com o diretor Jaume Collet-Serra é um pouco menos frenética do que o excelente Sem Escalas, se concentrando em assuntos como família e lealdade. Jimmy está sempre dividido entre a sua família da mafia e o amor e dívida ao seu filho ignorado pela vida toda. Mas por ser amigo de longa data do seu chefe, sempre tenta resolver as coisas de modo a agradar gregos e troianos. Embora passe muito bem o drama carregado do passado do personagem, o peso da idade já atinge Neeson nas cenas de ação, mas ainda vemos cenas bastante legais, apesar da história não apresentar absolutamente nada de novidade, com Kinnaman fazendo um filho super clichê, mas do lado de Neeson e de toda ação isso até que passa desapercebido.

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Noite sem Fim é um filme super genérico de ação, e como todos, conta com boas cenas de ação e algumas tiradas bem engraçadas e de bônus conta com o sempre excelente Liam Neeson, fatores que sempre fazem valer a conferida.

 

Run All Night, EUA, 2015 – 114 min.

Elenco: Liam Neeson, Ed Harris, Joel Kinnaman, Common, Vincent D’Onofrio.

Direção: Jaume Collet-Serra