Crítica: O Casamento do Ano

Sou fã assumida de comédias românticas, das mais bobas aos enredos mais complicados (como os filmes do Woody Allen). Não perco uma chance de arrastar meu namorado para o cinema para ver filmes de amor, e que de quebra me façam rir. Porém, não sei se pelo elenco ou pelo trailer, fui esperando demais desse filme, e ele não correspondeu às minhas expectativas.

O filme conta a história de Missy (Amanda Seyfried) e Alejandro (Ben Barnes), um jovem casal que está prestes a casar. Al, como é chamado pelos mais íntimos, é filho adotivo de Don e Ellie Griffin (Robert De Niro e Diane Keaton), um casal que já é divorciado há mais de 10 anos; e Don já tem outra mulher, Bebe (Susan Sarandon). Porém, a dinâmica da família inteira precisa mudar, pois a mãe biológica de Alejandro, Madonna (Patricia Era), está indo para o casamento e é muito religiosa, não aceitando o divórcio. O noivo então, pede aos pais adotivos que finjam ainda serem casados e felizes para não chocar sua mãe biológica. A trama toda se desenvolve a partir desse “teatro” e dos conflitos, relacionamentos e ligações entre os personagens.  Ao mesmo tempo em que ocorrem os preparativos para o casamento, existem outros conflitos entre os irmãos do noivo, como a virgindade de Jared Griffin (Topher Grace) aos 29 anos, e a crise no casamento e no relacionamento com o pai de Lyla Griffin (Katherine Heigl).

O Casamento do Ano tinha tudo para dar certo: um elenco premiado e maravilhoso (se juntar os Oscars dos principais já dá mais que a carreira de muita gente) e uma temática que agrada a todos. Mas não dá certo, e eu nem sei ao certo por que. O que me incomodou bastante no filme foi o humor, às vezes totalmente escrachado e com piadas de cunho sexual, e às vezes totalmente bobo no estilo Zorra Total (Não, eu não gosto de Zorra Total), do tipo muitos tapas e tombos na água. Outro fator que não me agradou é a superficialidade com que eles resolvem a história nos últimos 10 minutos de filme, como acontece com a história da virgindade de Jared (na hora que aparece a irmã biológica de Alejandro você já sabe o que vai acontecer).  E talvez eu que esteja ficando velha e chata mesmo, mas achei um pouco viajem demais colocarem os latino americanos como ou totalmente pudicos ou totalmente vulgares, sem dar chance ao meio termo.

Agora, nos pontos positivos, porque não é só de falar mal que se vive uma pessoa, o grande destaque do filme, com certeza, é o trio amoroso mais velho, Robert De Niro, Diane Keaton e Susan Sarandon. Eles ofuscam o casal principal de noivos, por ter tiradas geniais e atuações acima da média, mesmo que para um filme bem abaixo dela. Robin Williams é o padre, mas o papel é tão água de salsicha que só me lembrei dele agora.

Apesar de eu ter ido esperando mais do filme, eu gostei dele na medida do possível. Ele diverte pra caramba pelo fato dos atores mais experientes estarem claramente se divertindo nos seus papéis, tendo boas tiradas e um ótimo entrosamento. É uma história bacana para passar o tempo, dar umas risadas e só. Mas se é exatamente isso que você está procurando, um bom filme pra dar uma desligada no cérebro e se divertir um pouco, ele vale o ingresso.

 

The Big Wedding, EUA, 2013 – 90 min.

Elenco: Robert De Niro, Katherine Heigl, Diane Keaton, Amanda Seyfried, Topher Grace, Susan Sarandon, Robin Williams e Ben Barnes

Direção: Justin Zackham