Crítica: Poder Paranormal

Admito que Poder Paranormal me deixou animado. Gostei da história, ela é bem contada, bem amarrada, mas o final…

Poder Paranormal conta a história de uma equipe que desmascara médiuns e eventos ligados a atividades paranormais. A equipe liderada por Dra.Margaret Matheson (Sigourney Weaver) tem Tom Buckley (Cillian Murphy) como fiel escudeiro e a estagiária Sally Owen (Elizabeth Olsen). Porém, um médium parece estar além deles. Ele é Simon Silver (Robert De Niro). Essa é a história central do filme.

Temos atuações brilhantes de Weaver, que se mostra uma cientista totalmente descrente de tudo e sempre conseguindo uma explicação para os casos que investiga. Ela passa uma confiança de quem sabe o que fala e acredita fielmente que não existem paranormais no mundo.

Em contrapartida, temos De Niro, que abusa de seu carisma e mostra como uma pessoa que sabe usar o dom da Comunicação pode arrastar multidões atrás de crenças.

Mas quem realmente mostra a que veio é Cillian Murphy, que interpreta Tom Buckley, com motivos reais para não acreditar em paranormais, ele se joga de cabeça para descobrir se Silver é ou não uma farsa.

Bem, partindo que esse é o segundo filme de Rodrigo Cortés que vejo (o outro foi Enterrado Vivo), posso dizer que estou gostando do trabalho dele. Neste filme, ele mostra que sabe como construir uma história e manter o interesse do público, mas no final acaba se perdendo um pouco.

Mas não se preocupe, tem uma sequência inteira para lembra-lo de cenas chaves que talvez você tenha deixado de lado.

Resumindo, Poder Paranormal é um bom filme, bem amarrado e construído, mas não espere por sustos porque essa não é a proposta do filme.

Eu gostei.

 

Red Ligth, 2012, EUA – Espanha, 1h 53 min

Elenco:Robert De Niro, Sigourney Weaver, Cillian Murphy,Toby Jones,Elizabeth Olsen,Joely Richardson

 Direção: Rodrigo Cortés