Crítica: Resident Evil 5 – Retribuição

Cara eu fico impressionado de como a série de filmes Resident Evil, que começou com O Hóspede Maldito em 2002, ainda permanece como a única franquia baseada num game que ainda permanece viva. De lá pra cá, apesar de cada filme ser mais fraco que o seu anterior (pra mim, só valeu até o segundo e olhe lá), Resident Evil faz um bom rendimento de bilheteria e isso se deve muito aos fãs da série de jogos da Capcom. E como não podia deixar de ser este quinto capítulo, Retribuição (Retribution), você pode até curtir mas se você for fã dos jogos você vai gostar ainda mais.

Este novo capítulo começa exatamente onde o último filme terminou, nos barcos após Alice (Milla Jovovich) ter libertado os prisioneiros de testes da Umbrella. Após ela ter sido mais uma vez raptada e aprisionada pela sinistra corporação, vemos que o vírus que transforma pessoas em “zumbis comedoras de carne” se espalhou a nível global e agora quem manda na joça toda é a inteligência artificial “Rainha Vermelha”. Então Alice, após ser libertada por Ada Wong (Li BingBing), tem que sair fora do complexo industrial de testes da Umbrella, enquanto uma equipe formada por Luther West (Boris Kodjoe), Leon Kennedy (Johann Urb) e Barry Burton (Kevin Durand) prepara a rota de fuga e explodir o complexo de vez.

Cara, primeiras coisas primeiro: Logo no começo pinta uma retrospectiva dos filmes anteriores totalmente desnecessária. Vamos partir da idéia de que se você vai ver o quinto filme você pelo menos vê o filme anterior, pra tentar ter um mínimo de entendimento, pelo menos é o que eu acho. Nada que afete o filme, só achei desnecessário. E ele começa com uma boa dose de sustos, mas essa dose é pequena, pois logo ela se perde e dá lugar para todas as piruetas e acrobacias de Alice. E nenhum movimento é desperdiçado. Se ela erra um chute, já tem  outros três movimentos prontos pra compensar o erro. E logo o filme se torna um “videogame que você não joga”, por que vemos todas as “fases” que Alice tem que passar pra cumprir sua missão. E entram os personagens do jogo, fiéis em seus visuais mas só isso. Ada e Wesker (Shawn Roberts) estão iguais ao jogo e sempre achei a Sienna Guillory a melhor inclusão dessa série, e vê-la voltar como Jill é muito legal, mas a personagem é tão superficial que perde a graça. Ainda tentaram lhe dar uma cena de luta no final, mas exageraram em sua duração, deixando a cena bastante cansativa.

Mas quem conhece o jogo vai se decepcionar com o Leon e seu cabelinho de “BackStreet Boy”. E não sei se foi pra dar mais espaço para Luther, mas o Leon passa sem nada de especial. E lembraram de trazer Michelle Rodriguez, Oded Fehr e Colin Salmon, mortos nos filmes anteriores, de volta de um modo até legal e plausível com a série, mas esqueceram de trazer com personagens mais interessantes como os irmãos Chris (Wentworth Miller) e Claire Redfield (Ali Larter), que foram reduzidos a uma aparição no Flashback.

Então galera, vocês devem estar pensando que eu odiei o filme. Não foi bem assim, algo que eu tenho que dar os parabéns é o 3D, pois funciona muito bem, principalmente na cena do monstro do machado ! Mas é óbvio que, desde o terceiro filme, Resident Evil passou a ser para aquela galera que é super fã dos jogos e pelo final podemos esperar um sexto filme com certeza, só não sei com que tipo de bizarrice para enfrentar. Se Vale o Ingresso ? Se você não for fã e não tiver nada mais interessante até que tudo bem, mas leva um controle do seu videogame.

 

Resident Evil – Retribution, EUA, 2012 – 95 min.

Elenco: Milla Jovovich, Boris Kodjoe, Michelle Rodriguez, Kevin Durand, Oded Fehr, Johann Urb, Sienna Guillory, Shawn Roberts.

Direção: Paul W.S. Anderson.