Crítica: Sobrenatural – A Origem

De uns tempos pra cá, filmes de terror que fujam do óbvio são cada vez mais raros, mas a franquia Sobrenatural sempre foi boa em fazer muito sem precisar de grandes invencionices, crédito total do diretor dos longas, James Wan e seu parceiro Leigh Whannell. Agora com Wan assumindo novos trabalhos, Whannell assume o terceiro filme, mas mantém tudo que tornou Sobrenatural um sucesso de crítica e bilheteria.

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O filme logo se anuncia, tanto no título quanto na primeira cena, como um prequel, uma história que se passa antes dos incidentes relacionados à família Lambert. Dessa vez o drama se passa com a família Brenner, onde a filha Quinn (Stefanie Scott) inadvertidamente tentou contatar a alma da mãe e acabou sendo perseguida por um espírito maligno. Para salvá-la, aparece a paranormal Elise (Lin Shaye), que também tenta se recuperar de seu próprio trauma particular.

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Sou meio contra filmes de prequel, que visivelmente vêm à pedido do estúdio para conseguir mais lucro em cima do material original, mas Whannell seguiu a cartilha de Wan e praticamente não mudou em nada tudo que vimos nos dois primeiros filmes. A fotografia escura e sombria, as técnicas de assustar com som e planos de câmera bem utilizados para o inusitado susto são muito bem aproveitadas. O roteiro também é simples e direto ao ponto, o que torna a narrativa muito boa.

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O elenco está bastante convincente, e traz vários personagens do primeiro filme, tanto vivos quanto mortos, e também faz conexão com fatos do primeiro filme. No meio de tanto filme pasteurizado do gênero, Sobrenatural – A Origem se apresenta como o mais fraco da franquia, mas ainda assim é infinitamente melhor do que muitos filmes de terror aí fora e com certeza vale a conferida.

 

Insidious – Chapter 3, EUA, 2015 – 97 min.
Elenco: Stefanie Scott, Delmont Mulroney, Lin Shaye, Angus Sampson, Leigh Whannell.
Direção: Leigh Whannell.