Crítica: Ted

Desde que fiquei sabendo que o diretor de Uma Família da Pesada (Family Guy)Seth MacFarlane ia se aventurar no cinema, fiquei animado porque adoro a série e principalmente o humor dela, mas a mudança de mídia TV – Cinema nem sempre dá certo. Ainda bem que Ted não seguiu esse destino.

Na história, Ted é um ursinho de pelúcia que ganha vida após o desejo numa noite de Natal de um solitário e jovem John Bennett. Ele não tinha amigos e sonhava com uma companhia. Um típico milagre de Natal. O mais engraçado é que MacFarlane passa essa ideia de algo fantástico que com o tempo é visto como algo normal e não chega a ser algo forçado no filme. Seguindo a linha de comédias como Se Beber não case, Ted se vale de muitas referências Nerds como Star Wars, Flash Gordon (esse rende algumas das sequências mais engraçadas do filme), de muito da atual cultura Pop (como Twitter), e como não podia deixar de ser, várias celebridades são citadas e alvos das piadas do ursinho.

O elenco também manda muito bem. Mark Wahlberg, que já há um tempo vinha tentando se firmar na comédia, ficou ótimo como John, o inseparável amigo de Ted, que afinal de contas só ganhou vida graças ao desejo dele. E a lindíssima Mila Kunis como Lori, a namorada de John. É nesse triângulo que o enredo se desenrola. Lori, que é muito bem sucedida no seu trabalho, enxerga John como um meninão grande que não se importa em crescer e assumir suas responsabilidades e acha que Ted pode sem querer estar influenciando o seu namorado nisso.

O filme tem tudo para divertir o espectador. O mais legal é como consegue também fazer o público aceitar normalmente a amizade entre uma pessoa e um ursinho falante (bem boca suja por sinal). Ted não tem medo de fazer piadas pesadas e nem de ser politicamente incorreto, pelo contrário, aqui o humor pode ser boca-suja, mas dificilmente é gratuito.

Vale muito o ingresso!!!!!

Ted, EUA, 2012 – 106 min.

Elenco: Mark Wahlberg, Mila Kunis, Seth MacFarlane.

Direção:  Seth MacFarlane.