Crítica: Uma Família em Apuros

Crítica: Uma Família em Apuros

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Galera comédias inteligentes costumam ser e fazer sutis críticas sociais há algum fato que incomodou a pessoa que faz comédia. Sutil o suficiente pra você perceber, mas não tão descarado que estrague o filme em si e Uma Família em Apuros (mais uma vez uma tradução que não faz juz ao título original, “Parental Guidance”, algo como Guia para Pais) faz isso de um modo muito bom, embora pudesse se fizesse menos em certos pontos, ganharia mais.

Bem, no filme o casal Artie (Blilly Crystal) e Diana (Bette Midler), a pedido da filha Alice (Marisa Tomei, que continua inacreditavelmente linda), tem a chance de cuidar dos netos que não viam há muito tempo e querem se aproximar dos jovens. Mas os jovens de hoje não são mais criados como os jovens da época que Artie e Diana criaram Alice, o choque de gerações é inevitável.

Sutilmente o filme mostra como as crianças de hoje estão sendo criadas, você mesmo, pare e pense agora. As crianças de hoje não são em nada parecidas com as crianças da nossa época, as crianças hoje não estão mais acostumadas a brincar em ruas e coisas do tipo, e o filme mostra isso, numa época em que o “politicamente correto” está sendo levado à sério demais, Billy Crystal sutilmente ameaça dar umas palmadas no seu neto na frente de uma platéia. Ao ser questionado se ele bateria ele diz que não, mas o segredo é o neto não saber disso.

Crystal e Midler mandam muito bem como os avós que precisam achar um modo de se conectarem aos netos “sirilepes”, ambos tem piadas excelentes, e sabem mostrar sinceridade quando em muito momentos falham nisso. As crianças também são bem cativantes e fazem o seu trabalho direitinho e Marisa Tomei tem mais importância do que Tom Everett Scott, mas até por que ela que é a parte que interessa da família. O filme só tem um pecado que prejudicou muito o seu produto final: Meloso demais, e a culpa desse melodrama forçado se deve bastante à trilha sonora mal executada e totalmente fora de hora. Sério mesmo, tem horas que chega até a ser vergonha alheia total.

Enfim, o filme não é a sétima maravilha da humanidade mas ele cumpre muito bem o que se propõe, e pra um começo de ano, é uma excelente escolha, leve e divertido, filme de família mesmo. É impossível até pra nós, um pouco mais velhos, a não se identificar com os problemas vividos pelo simpático casal de avós. Até por que se você ainda não viveu tais problemas, relaxa, ainda vai viver.

 

Parental Guidance, EUA, 2012 – 104 min.

Elenco: Billy Crystal, Bette Midler, Marisa Tomei, Tom Everrett Scott.

Direção: Andy Fickman.

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