Crítica: Velozes e Furiosos 6

Galera, antes de começar a sessão do mais novo capítulo da franquia (é, porque já é uma franquia) Velozes e Furiosos, estava conversando com um pessoal e chegamos à conclusão de que Velozes e Furiosos é simplesmente um filme para não ser levado a sério, mas extremamente divertido. Desde o primeiro filme, de 2001, a história dos assaltantes que usam e abusam dos carros tunados e nitros tem todos os clichês e cenas mentirosas possíveis (cara, o primeiro Velozes é praticamente uma versão com carros do clássico “Caçadores de Emoções”). Mas também percebemos que nada disso importa: quando se apagam as luzes e o ronco do motor toma a sala de cinema, é impossível não se divertir com Velozes e Furiosos. E esse sexto filme não deixa a peteca cair.

Esse novo capítulo é uma continuação direta do Operação Rio, mas nada que torne obrigatório que você veja as peripécias de Dom (Vin Diesel, fazendo jabá pra Don Corleone?), Brian (Paul Walker), Mia (Jordana Brewster) e cia nas ruas cariocas. Apenas vai ter dar um entendimento melhor da trama como um todo. Agora, eles estavam quietinhos e sossegados no seu canto, mas o Agente Hobbs (Dwayne Johnson, tão musculoso que parece até um armário) lhes pede um favor: ajudá-lo a caçar um criminoso de nível internacional e sua gangue, cuja ligação com Dom é a presença de Letty (Michelle Rodriguez), que até então havia morrido no 4º filme. Então, Dom reúne todo mundo com a promessa de que se os criminosos forem presos, suas fichas criminais seriam limpas e eles poderiam retornar para casa.

Cara, fiquei impressionado como Velozes começou de uma série despretensiosa e hoje é uma franquia consolidada. E de alto sucesso. Os atores estão mais à vontade do que nunca, principalmente Vin Diesel e Paul Walker. Dwayne Johnson também vem cada vez mais, desde sua inclusão no filme anterior, firmando sua participação para os próximos possíveis filmes. Uma pena pra Walker, que vê o seu Brian meio que perdendo espaço para Hobbs. Os novos personagens também tem o seu espaço, alguns mais do que os outros, afinal são muitos para lidar, mesmo em seus 130 minutos de filme. Há tempos já levanto bandeira para ver Gina Carano de Mulher Maravilha e depois desse filme reafirmo a minha posição. Só fiquei meio chateado pelo Tyrese Gibson, o cara parece o “faz merdinha da Estrela”, mas como alívio cômico, funciona muito bem.

As cenas de ação continuam mantendo o nível dos anteriores, ou seja, muitos carros tunados, uma mentirada absurda e não se surpreenda se como efeito dessas mentiradas você soltar um sonoro palavrão. Significa que você tá curtindo! Todas as cenas de perseguição são super empolgantes, não tem como você não se divertir com elas. E a diversão maior do Velozes é ver como os produtores e roteiristas brincam com as brechas e furos de roteiros dos filmes anteriores, fazendo com que toda a história faça sentido dentro da cronologia da franquia. Então, não tem problema se você não assistiu aos anteriores (eu mesmo só vi menos de meia hora do quinto filme), mas você vai se divertir e entender melhor tudo o que se passa.

Então, galera, é isso, Velozes e Furiosos é o tipo de diversão que te faz ir pro cinema: totalmente despretensioso, que só tem a intenção de te entreter, o popular “pipocão”. E sendo assim, ele cumpre o seu papel como poucos. Se vale o ingresso? Vale muito! E fica a dica, segura a onda e não saia da sala nos créditos, to de bobeira com a cena extra até agora!

 

Fast & Furious 6, EUA, 2013 – 130 min.

Elenco: Vin Diesel, Paul Walker, Jordana Brewster, Michelle Rodriguez, Dwayne Johnson, Gina Carano, Chris “Ludacris” Bridges, Tyrese Gibson, Luke Evans.

Direção: Justin Lin.