Crítica: Vício Inerente

A  adaptação do livro de Thomas Pynchon passou desapercebida pelo Oscar deste ano, apenas competindo em melhor roteiro adaptado. Mas é um filme que é no minimo curioso. Vício Inerente (Inherent Vice) é um filme recheado de bons diálogos e um elenco soberbo, mas você tem que estar preparado para os 148 minutos de filme que, para o efeito negativo, parecem que são muito mais.

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O detetive particular Larry “Doc” Sportello (Joaquim Phoenix) levava sua vida normal, resolvendo um caso aqui e ali e passando a maior parte do tempo puxando fumo em seu apartamento. Mas o retorno de uma antiga namorada com uma história de que seu namorado casado será em breve raptado por sua mulher e amante o colocam na ativa. E tudo se complica ainda mais quando a antiga namorada simplesmente desaparece e Larry descobre o envolvimento de uma sinistra organização por trás de tudo.

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O filme se passa no fim dos anos 60 então tem toda aquela pegada de hippies, o próprio personagem de Phoenix parece que está num eterno estado de efeito de drogas. Então, como acompanhamos todo o filme sob a sua perspectiva, a trama se perde e se confunde inúmeras vezes. Pela duração do filme, isso o torna arrastado, fazendo com que você se canse da trama ou em algum ponto perca algumas informações. Mas vale pelo elenco, Phoenix está muito bem amparado, em especial vale citar Josh Brolin, Benicio Del Toro e a breve participação de Marty Short.

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Embora o filme seja arrastado e sua trama tão confusa quanto o personagem que nos guia através dela, ele tem diálogos muito legais e por Sportello sempre estar nesse estado, com olhos esbugalhados e noiado, sempre acontecem situações inusitadas e hilárias. Vicío Inerente é um filme difícil, no sentido de que não é para qualquer um, é realmente um filme para alguém que procura por um filme do tipo. Mas até a duração dele faz tal público pensar duas vezes.

 

Inherent Vice, 2014, EUA – 148 min.

Elenco: Joaquim Phoenix, Josh Brolin, Benicio Del Toro, Owen Wilson, Jena Malone, Maya Rudolph, Eric Roberts, Marty Short.

Direção: Paul Thomas Anderson.