Resenha: A Torre Negra

A crítica foi feita pelo nosso colaborador Arthur de Paiva Napoleão, um apaixonado por aprender e criar. Atualmente aprendendo e criando em marketing digital e se aventurando no mundo do cinema e da música. Sol em Game of Thrones, Ascendente em House of Cards e Lua em O Curioso Caso de Benjamin Button.

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Se você busca uma aventura com mocinho, vilão e um universo mitológico interessante, A Torre Negra é uma boa pedida. Agora, se você for fã dos livros criados por Stephen King que inspiraram a história e esperar ver uma adaptação 100% fiel, não recomendo muito.

Por que? A diferença começa na premissa. Apesar de ter como base o primeiro livro (O Pistoleiro), a proposta é que o filme seja uma continuação do capitulo final da jornada épica criada por King. Além das diferenças nos acontecimentos em si, também temos uma película bem menos ambiciosa. Enquanto os livros dialogam com diversos gêneros e desenvolve um olhar singular no storytelling, o filme não se arrisca e se mostra mais um filme de aventura como tantos outros.

Acompanhamos o embate de Roland Deschain (Idris Elba) e o Homem de Preto (Matthew McConaughey), que busca destruir a Torre Negra, uma proteção a diversos universos. E Roland é o último dos Pistoleiros, uma ordem de guerreiros protetores cuja missão é proteger sua realidade de origem. No meio disso entra Jake Chambers (Tom Taylor), personagem que nos ajuda a entender esse rico universo, ao mesmo tempo em que ajuda Deschain a empreender seu arco ao longo da história.

Como sempre temos um Elba inspirado e trazendo todo o drama interior de Roland para a telona. Elba, sua performance e o arco de Deschain conseguem redimir o filme como opção de entretenimento. Não ficando atrás de Elba temos McConaughey, claramente se divertindo muito com essa atuação, trazendo sua perspectiva como o sádico e obstinado vilão.

Em A Torre Negra o que poderia ser um épico instigante infelizmente não ousa o suficiente e se limita a entregar uma história cheia de clichês e um final pouco inspirado. No entanto, como já citado, é um filme moderadamente divertido e que tem seus bons momentos. Eu não conhecia a série de livros e depois de ver o filme me interessei em saber mais sobre.

Para os fãs dos livros ainda há esperança. O diretor Nikolaj Arcel já adiantou que o projeto para a criação de uma série ambientada no mesmo universo está a todo vapor. A principio cobrirá a origem de Roland e poderá arriscar mais. A impressão que fica é que os criadores dessa franquia estão começando sem querer arriscar muito, para mais na frente começar a trazer mais da originalidade dos livros para as telonas.