Resenha: Caça-Fantasmas

Desde que foi anunciado de que seria um reboot e não uma sequência direta, o novo Caça-Fantasmas (Ghostbusters) enfrentou uma saraivada de ataques e negatividade dos chamados haters, seja por estarem “mexendo num clássico” adorado por vários fãs ou pelo famigerado argumento de que o novo grupo é formado somente por mulheres (sim, houve isso sim). Mas não importam os ataques, não importam os haters: Caça-Fantasmas é bom.

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Ao contrário do que o primeiro trailer apresentou, o novo filme não se trata de sequência, direta ou indireta, mas sim de uma reinvenção, onde tudo ganha uma explicação bem fundamentada. Nessa nova história, a Dra. Erin Gilbert (Kristen Wiig) está para se tornar uma referência na sua faculdade, mas sua carreira corre risco devido à um livro que trata da ciência do sobrenatural, que ela escreveu junto com a amiga Abby (Melissa McCarthy). Mas graças a esse livro, elas se tornam referência quando inúmeras assombrações passam a aparecer em Nova York. Junto de mais duas integrantes, a engenheira Holtzmann (Kate McMinnon) e Patty (Leslie Jones), elas se unem para dar fim aos fantasmas.

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Apesar de não estarmos no mesmo mundo, o filme se permite à várias homenagens ao seu predecessor original, com aparições sejam dos atores como referências à cenários e personagens (as aparições do Geléia e da Sigourney Weaver são sensacionais) e o filme é bastante redondinho. Uma história simples, personagens bem trabalhadas e interessantes, em especial a maluca e esquisita Holtzmann e o hilário secretário interpretado por Chris Hemsworth.

Paul Feig entrega um filme bastante divertido que, apesar da atual necessidade de tudo ser devidamente explicadinho, consegue manter um bom ritmo graças às suas piadas e bons diálogos e até com momentos de sustos e ação interessante. O único ponto que não me agradou foi a duração, principalmente na exagerada sequência final, podiam ter sido cortados uns cinco a dez minutos e ainda assim ficaria de boa. E podiam tirar a versão da música original regravada pelo Fall Out Boy, ela é horrível e completamente desnecessária, a trilha é muito boa sem ela. E por mais que as quatro heroínas sejam interessantes e divertidas, fica a sensação de que é uma reciclagem do arquétipo dos cientistas originais. Uma pena, pois seria uma ótima chance para formar novas personagens, mas nada que prejudique o resultado final do filme.

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Entre reinvenções de filmes cults clássicos, Caça-Fantasmas se destaca por manter o espírito do filme original sem desrespeitar os fãs formados nos anos 80, e pronto para formar uma nova geração de fãs.