Resenha: Mogli, O Menino Lobo

Nesses tempos em que não se fazem mais animações como antigamente, no sentido da mensagem e não do visual e comercial, o remake com atores de Mogli, O Menino Lobo (The Jungle Book) é uma viagem ao passado usando a tecnologia para amparar, e não para se sobressair ao filme. Para pegar a criança com uma história simples e animais falantes, e o adulto que cresceu vendo tanto esta como tantas outras antigas animações Disney.

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O filme nos apresenta o menino Mogli (Neel Sethi), que foi criado junto com os Lobos e em meio aos animais da floresta. Mas devido à ameaça do tigre Shere Khan (Idris Elba/Thiago Lacerda) Mogli é obrigado a deixar o único lugar que ele conhece como lar. Guiado pelo seu amigo, a pantera Bagheera (Ben Kingsley/Dan Stulbach), Mogli parte numa jornada de auto-conhecimento cheia de perigo até o único lugar onde pode ser protegido, a aldeia dos homens. Em seu caminho, conhece o amigável urso Baloo (Bill Murray/Marcos Palmeiras) e vários outros animais que, diferente do urso, tem seus próprios interesses.

A direção de Jon Favreau te leva como se você estivesse em um safari, uma floresta visualmente linda e a interação do menino Mogli com os animais está impecável, a cena dele com a cobra Kaa (Scarlet Johannsson/Alinne Moraes) é a prova disso. Aliás, como apenas tive acesso à versão dublada do filme me sinto na obrigação de dizer que a dublagem está muito boa, especialmente Thiago Lacerda e Marcos Palmeiras, e não decepciona nem um pouco. E a mensagem de amizade e auto-descobrimento é muito bem passada.

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Um filme simples e visualmente incrível, onde o 3D atua pouco, mas te leva para um passeio incrível no coração da floresta e da selva, Mogli vem para nos lembrar que, com somente o necessário, pode fazer muito mais do que muitas animações cheias de luzes e invencionices.