Resenha: Os Guardiões

A crítica foi feita pelo nosso colaborador Arthur de Paiva Napoleão, um apaixonado por aprender e criar. Atualmente aprendendo e criando em marketing digital e se aventurando no mundo do cinema e da música. Sol em Game of Thrones, Ascendente em House of Cards e Lua em O Curioso Caso de Benjamin Button.

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Se por acaso você viu o trailer de um filme de super-heróis com um homem-urso portando uma metralhadora e se interessou mais por Guardiões (em russo Zashchitniki), aqui é o lugar para saber mais sobre.

No filme acompanhamos a história de quatro heróis na busca por salvar Moscou e o mundo de uma ameaça vinda do período da Guerra Fria. Esse período da história foi o mesmo em que os heróis ganharam seus poderes. Um ponto interessante é que cada um dos heróis é proveniente de uma região diferente da antiga União Soviética. O time de heróis é composto por:

-> Ler (Sebastien Sisak), capaz de controlar pedras com a mente

-> Khan (Sanzhar Madiyev), super veloz e habilidoso com lâminas

-> Xenia (Alina Lanina) fica invisível e controla a temperatura do corpo

-> Ursos (Anton Pampushnyy), como o nome já diz, consegue se transformar em um urso! Com uma metralhadora!

Os Guardiões são convocados pelo governo para enfrentar August Kuratov (Stanislav Shirin), um cientista louco com super poderes também.

O que parecia a versão russa para Os Vingadores acaba se tornando uma ótima comédia que, por acaso, é protagonizada por super heróis. O efeito cômico não é intencional, mas inevitável se formos olhar o desenvolvimento da trama, alguns efeitos visuais, diálogo e a edição. Algumas cenas de ação são muito legais, mas outras são muito básicas. Como o confronto final entre os heróis e o vilão principal. Os efeitos visuais oscilam entre “passável” e “ruim demais”, além das coreografias pouco elaboradas.

A edição mal feita e o desenvolvimento da trama dão a impressão de que tentaram seguir um manual para filmes de super heróis e o filme acaba ficando sem ritmo, forçado e superficial. Essa coisa de “seguir um manual” acaba levando a uma das cenas de pós créditos mais “WTF” que já vi. E fica a deixa de que haverá uma sequência. Na Rússia a recepção de crítica e público tem sido muito ruim. Em resumo, é tão ruim que chega a ser engraçado.

Mas já te falei que tem um urso com uma metralhadora, não é mesmo?