Resenha: Resident Evil – O Capítulo Final

Assim como os games, a franquia Resident Evil nos cinemas começou com uma pegada mais puxada para o suspense/terror, com muito mais foco nos zumbis, mais logo, com os filmes seguintes, passou a ser muito mais um filme de ação, abandonando a pegada do primeiro filme, com cenas mirabolantes e monstros enormes pulando da tela a serem derrotados. Mas, ironicamente, assim como games, nesse sexto filme da franquia, Resident Evil resolve olhar para trás e voltar a tudo que deu certo.

Dessa vez Alice (Milla Jovovich) acaba encontrando a inteligência artificial Rainha Vermelha, que lhe diz existir uma última salvação para os poucos humanos vivos no mundo. Para isso, ela precisa retornar à base da Umbrella em Racoon City, lugar aonde tudo começou. Na sua jornada, ela encontra antigos aliados e inimigos que achou ter derrotado.

E não basta retornar à cidade aonde tudo se iniciou, o filme remete à inúmeras situações e cenários do primeiro filme. E com a ambientação, carregada de cenários escuros e sombrios, o clima mais suspense e sustos também está de volta. A ação é bem conduzida, Paul W.S. Anderson traz uma câmera bastante nervosa e agitada. O enredo é simples o bastante para colocar as ações do filme em movimento, o que nesse caso não é algo tão ruim. Até as reviravoltas, bastante óbvias em certo ponto, não comprometem quando reveladas.

Com um final no mínimo digno à franquia, a saga de Alice chega ao “fim” nos cinemas. Muitos dos fãs do jogo se recusam a aceitar a personagem que foi criada apenas para o filme como principal, preterindo importantes personagens do game à coadjuvantes, mas a franquia conseguiu chegar ao seu sexto filme. Será de fato o último? Só o tempo vai nos dizer.