Resenha: Transformers – O Lado Oculto da Lua

Nunca fui muito fã de Transformers, mas uma coisa eu preciso admitir: eles conseguem fazer mágica nos trailers pra chamar a nossa ingênua atenção. Parabéns pra aqueles que conseguem passar imune a essa mágica. Como eu, fraco de mente (e também movido por motivos profissionais) não sou, acabei de sair da sessão de Transformers – O Lado Oculto da Lua e já te adianto: é muito barulho, ou muito pouco, por nada.

Dessa vez os carros tunados cujas engrenagens viram robôs (ninjas) gigantes são inseridos no meio da nossa corrida espacial que colocou um homem na lua. Apenas citada no primeiro filme, vemos de relance a guerra que destruiu o planeta deles, Cybertron, e como última resistência lançaram pra fora do planeta sua nave mais avançada em fuga, mas acaba sendo abatida e caindo na Lua, o que inicia a corrida espacial. Enquanto isso, Sam (Shia Labeoulf) tenta acertar a sua vida com sua linda (e inútil) namorada Carly (a dublê de Cameron Diaz Rosie Huntington-Whiteley), mas não se conforme que, após salvar o planeta duas vezes, tenha que viver em um emprego normal.

Michael Bay nunca foi tão Michal Bay, com todas as suas explosões e destruição em massa. E claramente se perde durante muitos pedaços do filme. Ele em nenhum ponto consegue convencer no núcleo da história e nem a presença de Buzz Aldrin, um dos homens originalmente presente na missão da Apollo, parece conseguir dar credibilidade pra trama. Ele então se utiliza até demais dos alívios cômicos pra tentar mascarar isso e juro, quando aparece Ken Jeong me senti vendo Se Beber não Case de novo. Na pancadaria entre os robôs, quem assume a ação são os humanos tirando completamente o sentido da coisa. Se podíamos lutar contra eles, então pra que Autobots?

Do elenco só salva Shia Labeoulf, que vestiu a camisa e abraçou o filme. Sua dedicação nas cenas de ações é visível, e John Turturro retornando como o ex-agente Seymors, que é de longe a melhor coisa do filme, e isso aqui é muita coisa. Participações equivocadas e sem sentido, como a de John Malkovich, e um Patrick Dempsey totalmente gordo e meio afetado. E a gostosa da vez, nem é tão gostosa assim. A personagem de Rosie Huntington não sabe fazer nada além de gritar, correr sem se sujar no meio de escombros e explosões e passar mais da metade do filme andando de saia, sendo a bonequinha da vitrine. Cara, que saudade da Megan Fox.

O 3D nem acrescenta tanto assim, mas os efeitos estão bem bonitos, mas no quadro geral esse terceiro filme consegue ser pior que seus antecessores. No final ele deve ter percebido “cara, fiz 154 minutos de filme tá assim e eu tenho que acabar” e puxou a tomada de qualquer maneira. Queria poder dizer que daria uma chance pra esse como dei para os anteriores, mas vai ser muito difícil.