Resenha: Velozes e Furiosos 5 – Operação Rio

Faz um tempo que a franquia Velozes e Furiosos chegou nos cinemas com seus carros tunados, neon, tiros, rachas, e com uma trama muito parecida com o saudoso Caçadores de Emoções. Hoje ela é uma série que já contabiliza 5 filmes, e apesar dos altos e baixos, tem lugar cativo na minha coleção.

Em Velozes 5, Toretto (Vin Diesel), Brian (Paul Walker) e Mia (Jordana Brewster) estão tentando levar a vida de fugitivos depois do final de Velozes 4. Nesse quinto filme, a série muda um pouco o seu estilo, deixando os pegas e carros tunados um pouco de lado e focando mais na preparação do grande golpe, ficando parecido com Onze Homens e um segredo e Uma Saída de Mestre. Temos também o retorno de figuras conhecidas dos outros filmes, como Roman, Han, Tej, Gisele (que morena! a cena que ela pega as digitais é demais), Rico e Trego. Porém, no calcanhar deles está o agente Hobbs (Dwayne “The Rock” Johnson), o melhor agente do FBI para caçar criminosos procurados.

Como pano de fundo, temos a Cidade Maravilhosa, apesar de muita gente reclamar de como o Rio de Janeiro é retratado no filme. Vale a pena lembrar que isso é um filme de ação com bandidos fugindo da polícia e não um documentário da cidade, então não se deve levar a sério tudo que é mostrado, até porque Tóquio e Miami também já foram visitadas pelos corredores de Velozes e nem por isso acho que elas são daquele jeito.

As cenas de ação (que são o que realmente importa na franquia) são ótimas. A fuga do trio Don, Brian e Mia na favela; o pega com Roman, Hal, Brian e Toretto, lembrando os velhos pegas que marcaram a franquia; a luta ente Don e Hobbs (admito que fazia tempo que não via uma briga como essa, nada de kung fu, só os bons e velhos socos e murros); e como não podia faltar, a sequência final da fuga com o cofre – que é a hora em que falamos “isso é Velozes e Furiosos!”.

No fim, Velozes e Furiosos 5: Operação Rio só fica atrás do primeiro filme, e mostra que a série tomou novos rumos e amadureceu saindo do estereótipo de filmes de carros tunados para algo mais ao estilo da série Onze Homens e um Segredo. Se foi o rumo certo? Bem, eu acho que sim, porém mostrou também que a franquia tem fôlego para pelo menos mais um filme, já que isso fica claro na cena depois dos créditos. Ah, você não viu? Então espera pelo DVD ou corre de novo pro cinema!