Resenha: Vingadores – Era de Ultron

Enfim chegamos ao final da chamada Fase 2 do universo das cinemas da Marvel que começou com Homem de Ferro 3. E por incrível que pareça, Vingadores: Era de Ultron (Avengers: Age of Ultron) em nenhum momento deixa de lado todo o universo criado pelos filmes, muito pelo contrário, é extremamente bem fundamentado pelos eventos que vieram antes e ainda cria ramos para os próximos filmes solos e a Guerra Infinita que está por vir.

Vingadores Ultron ft 2

O mais impressionante é ver que mesmo passado o tempo entre o final de Capitão América 2, os Vingadores ainda caçavam o Barão von Strucker (devido à revelação da cena pós-crédito de Capitão 2) e o filme já abre em das sequências de abertura mais empolgantes vista em um filme de quadrinhos (só perde pro Noturno de X-Men 2 por que essa já virou clássica). Após a ação, Tony Stark (Robert Downey Jr.) resolve usar dados recuperados de Strucker para aperfeiçoar uma nova idéia: uma inteligência artificial para proteger o mundo, o Ultron (algo que acabaria funcionando como uma espécie de Minority Report). Mas o programa acaba levando a ideia ao extremo e se prepara para aniquilar não só com os Vingadores, mas com toda a humanidade.

avengers-age-of-ultron

Não por se tratar de um filme de Quadrinhos, mas não é só no título que ele se tornou o filme com mais cara de “quadrinhos” do Universo Marvel. As inúmeras (e super refinadas) cenas de ação parecem saltadas diretas das paginas para ganharem movimento, Joss Whedon conduz tudo com uma maestria perfeita. Mesmo os momentos mais leves e respiros, como a cena da festa, que tanto mostra como eles se relacionam entre si, abre o universo Marvel de forma simples (como a aparição de Anthony Mackie como Sam Wilson) que até o público que não conhece quadrinhos é capaz de perceber as relações que se formam e permeiam o universo dos filmes. Whedon até se permite brincar com um suspense, com quadros mais pesados do Hulk (que está mais perfeito do que nunca, dessa vez vai pro Oscar).

Vingadores Ultron ft 4

“Pesado” é a palavra que melhor define esse filme. Whedon utiliza os poderes da Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) para fazer os heróis encararem (e por fim superarem) seus piores temores (dêem atenção à ilusão do Thor), e não se esquece de dar espaço suficiente para desenvolver cada personagem, e ainda corrige um erro do primeiro filme e dá um background para o Gavião Arqueiro (Jeremy Renner). Temos um Capitão (Chris Evans) mais à vontade com a liderança e muito mais presente e seguro na ação (continuando a evolução do personagem do segundo filme), um Stark mais preocupado em resolver os problemas, uma Viúva (Scarlett Johanson) mais letal e sexy e frágil ao mesmo tempo, um Hulk/Banner (Mark Ruffalo) mais dividido entre o médico e o monstro e um Thor (Chris Hemsworth) bem… sendo o Thor.

Para alguém que achou que Loki faria falta, devo dizer que Ultron foi uma agradável surpresa. Além de muito bem animado digitalmente, James Spader passa perfeitamente o tom de loucura e senso de missão do andróide que mais parece uma wikipédia ambulante (devido ao monte de citações usadas). Os gêmeos Maximoff, Wanda e Pietro (Aaron Taylor-Johnson), tem seu devido tempo de participação e são bem contextualizados para a trama, que não toma nada por gratuito, e seus poderes são muito bem representados na tela (o efeito da corrida de Pietro é simples e bonito). Até a participação expandida de Paul Bettany se encaixa perfeitamente nos futuros planos do universo Marvel.

Vingadores Ultron ft 1

Com esse digno fim, a Fase 2 mexeu com o emocional dos heróis e modificou permanentemente todo o universo Marvel, mas ainda assim tudo corre de acordo com o plano. Agora temos uma equipe maior, mais personagens com que a empresa pode continuar seus filmes sem precisar dos atores principais e uma futura guerra por vir. Seja você fã de Marvel ou DC, é impossível não se empolgar com o que está por vir.