Resenha: 24 Horas – Viva Um Novo Dia

Em meados de 2001 surgiu uma série que traria um astro dos cinemas que estava um tanto por baixo na época e apresentaria um novo conceito: mostrar um dia inteiro na vida do agente federal Jack Bauer (Kiefer Sutherland), no que seria o “dia mais longo de sua vida”, com os episódios se passando em tempo real. Ou seja, uma hora de episódio era uma hora na vida do agente, e ao final de uma temporada se formavam as 24 Horas. O conceito deu certo e Jack ganhou mais 8 longos dias, mas sempre tentando inovar no seu enredo de traições e conspirações, com Jack fazendo o possível e impossível para defender seu país, ultrapassando até certas linhas morais, que o colocaram na condição de fugitivo em que deixamos o personagem ao final da oitava temporada.

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Quatro anos se passaram desde que Jack foi decretado criminoso pelo próprio governo que tanto defendeu, e depois de ter Los Angeles, Washington e Nova York como cenários, a série atravessa o atlântico e vai para Londres. Na terra da Rainha, Jack sai de seu exílio para impedir uma possível trama de atentado contra o atual presidente americano James Heller (William Devane, reprisando o seu papel da 4ª temporada), que se encontra com seu chefe de estado Mark Broudeau (Tate Donovan) e sua filha, Audrey (Kim Raver, também de volta à série) – ex de Jack que agora é casada com Broudeau. Jack conta com a ajuda de sua habitual parceira Chloe O’Brian (Mary Lynn Rajskub) para impedir o ataque enquanto foge dos agentes da CIA liderados por Kate Morgan (Yvonne Strahovski).

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Após 8 temporadas fica difícil manter o ar de novidade, mas essa nova temporada se garante no ritmo frenético da ação, que pôde ser mantido graças a uma decisão dos produtores: a série teve a quantidade de episódios reduzida de 24 para 12. Uma das dificuldades para se formar os 24 episódios ao longo dos 8 anos anteriores era ter que preenchê-los com conteúdo interessante, que prendesse a audiência, coisa que nem sempre acontecia. Diminuindo esse número, a série tornou-se mais ágil, indo direto ao ponto, mas manteve todo o clima que a tornou tão famosa. A história segue o mesmo ritmo das temporadas anteriores, com as habituais tramas conspiratórias e traições ao longo dos episódios, e mesmo que você não se surpreenda com as reviravoltas, nem por isso deixa de ser interessante.

O mais legal é poder rever um dos personagens mais legais de uma série de TV, com todos os seus maneirismos, seus “dammit” e seu senso desmedido de patriotismo e de lutar pelo que é certo. E pelo que foi mostrado no final da temporada, podemos esperar por mais aventuras do ex-agente, desta vez em terras ainda mais longínquas e perigosas. Mas não tema, pois com Jack Bauer, não há problema.