Resenha: Hawaii Five-0

Antes que você imagine, eu não sou tão velho assim, mas sou um fã dos clássicos. Principalmente quando esses clássicos ganham uma roupagem mais moderna, visando atingir em cheio a nossa “Geração Coca-Cola”, movida a tiroteios, correrias e explosões. E quando uma das séries mais antigas e duradouras ganhou uma “tunada” fiquei ansioso pra assistir, e isso foi em 2010. Dois anos depois, aproveito o gancho da estreia da Rede Globo pra dizer: Hawaii Five-0 é demais!

Logo de cara, somos apresentados ao, nesta versão, Comandante da Marinha Steve McGarret (Alex O’Loughin) retornar ao arquipélago para enterrar seu pai. Ao chegar, a governadora Jameson (Jean Smart) lhe oferece a chance criar uma força tarefa com total imunidade e recursos para limpar toda a escória da ilha. Apesar de relutar de início, McGarret acaba aceitando o cargo para poder livremente investigar a morte de seu pai. Completando a Força-tarefa estão Danny “Danno” Williams (Scott Caan), um detetive recém transferido de New Jersey que detesta praia mas quer ficar perto de sua filha; Chin Ho Kelly (Daniel Dae Kim), ex-parceiro do pai de McGarret que foi expulso da força policial por supostamente aceitar suborno; e sua prima Kono (Grace Park).

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Bem, primeiro vamos às comparações ao original, e pra isso consultei a fonte mais confiável do mundo: o meu pai. A relação mestre/aprendiz de McGarret e Williams é agora mais uma parceria, além de um ficar zoando o outro o tempo todo – vários dos momentos hilários dos episódios vem de birras entre os dois. Kono era um papel masculino na série original, mas agora é uma surfista gostosa e como a onda agora é “mulheres no poder”, o governador da série original virou governadora. Ninguém mais veste terno (a não ser que seja uma ocasião especial), o que cá entre nós, era ridículo, o lugar é uma praia! Mas vários personagens do original ainda estão lá, como Mary Ann, irmã de McGarret, e o vilão do original Wo Fat. E ao longo da temporada vários rostos conhecidos do cinema e da TV fazem participações especiais, como o rapper Puff Daddy e o ator Masi Oka (de Heroes), além do sumidão Mark Dacascos. Ah, e relaxem, até a clássica música de abertura está de volta, agora mais arrojada.

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Hawaii Five-0 recebeu essa nova carga de energia graças à equipe criativa, composta pelo produtor-executivo Peter M. Lenkov, de 24 Horas, e da dupla de roteiristas de Fringe e Alias, Roberto Orci e Alex Kurtzman, o que explica o clima eletrizante dos episódios. Como dei uma conferida na estreia na TV aberta, a dublagem está muito legal também e não deixa devendo em nada ao original. A série foi a única de sua temporada de estreia que conseguiu se manter entre as 20 mais assistidas lá fora e ainda está em sua força total agora em sua segunda temporada, e foi pra mim uma das estreias mais maneiras dessa temporada 2011/2012. Também, com praia, visual paradisíaco, tiros, explosões, humor e mistério, Hawaii Five-0 tem tudo pra se manter por mais 12 anos no ar!