Resenha: Scream – The Series

Em 1996, Wes Craven revitalizou os filmes de serial killers nos cinemas ao introduzir mais um personagem no nosso imaginário, o Ghost Face. Por quatro filmes da franquia Pânico (Scream, no original), Craven brincou com a própria galhofa que os filmes slasher se tornaram, tendo como tema principal como eles funcionam, depois como geram sequências, trilogias e por fim, remakes. Agora, o mesmo conceito foi levado para a TV, mas fica a pergunta se ele funcionaria como uma série.

Scream -The Series traz de volta o clima dos filmes, toda brincadeira de gato e rato, os telefonemas, e a melhor parte: os assassinatos. Dessa vez, tudo começa por conta de um vídeo que se tornou viral, provocando bullying a uma estudante. O problema é que quando o primeiro assassinato acontece, traz à tona lembranças de um antigo massacre escolar e ao mesmo tempo podres de todos os personagens também surgem, enquanto tenta-se descobrir quem é a pessoa por trás do capuz e da máscara.

Talvez devido à transição de formato do cinema para a TV, a série tenha criado um pequeno problema de ritmo, oscilando muito entre episódios bem legais e chatos, com subtramas que, embora sejam boas para manter o mistério, se tornam bobas quando são reveladas. Mas quando a série engrena, principalmente no seu arco final (tipo do episódio 7 até o fim), fica bastante evidente o clima de nostalgia dos filmes, o que torna tudo mais divertido. O elenco até que convence, em especial o garoto viciado em filmes, algo que fazia parte da metalinguagem de Craven e sempre esteve presente nos filmes.

No geral, Scream -The Series cumpre o seu papel. Apresentou problemas, sim, mas é no mínimo divertida. E trazer todo o clima dos filmes que fizeram tanto sucesso também é legal. Eu só não imagino como eles irão trabalhar numa segunda temporada, já confirmada.