Resenha: Supergirl – 2ª temporada

Como foi feliz a mudança de Supergirl do canal CBS para o CW, junto de suas irmãs mais velhas Flash, Arrow e Legends of Tomorrow. A série se tornou mais leve e pôde se fundamentar melhor em seus excelentes personagens, pra uma série que demorou a se encontrar e só conseguiu uma segunda chance na linha de chegada. Mas esse é o poder daqueles que tem a chance de mudar e aproveitam. Supergirl se encontrou com seu público e nos brindou com uma ótima temporada.

Kara (Melissa Benoist) deixa seus dramas existencialistas da temporada anterior de lado e define muito bem o seu papel como jornalista, heroína e mulher. Agora ela divide seu tempo entre firmar seu nome como repórter e como agente da DOE, junto da sua irmã Alex (Chyler Leigh), Wynn (Jeremy Jordan) e de Jonn Jonn’z, o caçador de Marte (David Harewood). Ótimo ponto é que, apesar da temporada ter um arco central (dois na verdade, bastante bem divididos), cada personagem tem a chance de crescer e se desenvolver, como Jimmy (Mehcad Brooks) que se tornou o herói Guardião, e a policial Maggie (Floriana Lima). Mesmo com a aparição do Superman (Tyler Hoechlin), a temática da série sempre faz questão de apontar os holofotes para a Supergirl, e nos lembrar que ela é a dona da série.

E importante nesses tempos de empoderamento feminino notar como a trama central da temporada corre em torno de mulheres. Todas são importantes para a trama, e são Lilian Luthor (Brenda Strong) liderando o CADMUS, e Rhea (Teri Hatcher), rainha dos Daxamitas, quem movem a trama como antagonistas. Mesmo a relação muito bem desenvolvida entre Kara e Mon-El (Chris Wood) é toda feita em função dela, das reações a ela e como ela lida com aquilo tudo, inclusive com o final. Uma série para as meninas também sentirem que são heroínas, e não simplesmente reduzidas a donzelas em perigo.

Com isso, a segunda temporada de Supergirl se firma entre seu público e com certeza se torna uma ótima diversão para os fãs de séries de HQ. Que a série possa manter o nível se apoiando no ótimo carisma da sua atriz principal.